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quarta-feira, 7 de abril de 2010

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

O BICHO
Vi intem um bicho
Na imudíce do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa
Não examinava, nem cheirava
Engolia com voracidade
O bicho não era cão
Não era gato
Não era rato.
O bicho, meu Deus era um homem!
Manuel Bandeira
Analise o Poema
1- A primeira sensação comunicativa que o autor nos dá é:
olfativa auditiva gustativa visual táctil
2- A palavra que responde ao item anterior é:
ontem vi pátio imundíce comida
3- Maqrque a expressão que denota uma ação contínua do sujeito:
o bicho não era cão
não examinava nem cheirava
não era rato
catando comida entre os detritos
engolia com voracidade
4- Marque a expressão que denota uma ação rápida do sujeito:
não examinava nem cheirava
não era gato
vi ontem um bicho
catando comida entre os detritos
engolia com voracidade
5- A expressão MEU DEUS tem valor exclamativo e significa que o autor:
alegrou-se com a cena
ficou indiferente
solucionou o problema social
ficou chocado com o espetáculo
fez apenas uma invenção fantasiosa
6 - A causa principal de nossa admiração pela poesia é porquê:
o autor retratou uma cena que humilha a nossa condição humana~
o autor procurou comparar o homem a cães e gatos
o homem já não vive mais nesse ambiente de miséria
dos pobres é o reino dos céus
7- Essa admiração nos dá um sentimento de:
prazer admiração pena silência trabalho
8 - No texto a palavra PÁTIO pode muito bem representar um DEPÓSITO DE LIXO, para nós , entretanto , escolares, ela está ligada a um significado de:
descanso aula livro silêncio trabalho
9 - A intenção do autor , ao usar a palavra BICHO parace que:
procurou chamar a nossa atenção para esses animais do lixo
a história é mesma sobre um bicho
o homem é um animal racional
o homem se viu reduzido à condição de animal
o homem deve ser tratado como animal.
Seja criativo e aproveite para trabalhar com seus alunos.
A cultura é um bem comum, então forneça a seus alunos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Atividade Complementar

Velha História
Mário Quintana

Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então, ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelo café. Como era tocante vê-los no "17"! o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial... Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho: "Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!..." Dito isso, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez redemoinho, que foi depois serenando, serenando... até que o peixinho morreu afogado...
(Quintana
, 1976, p. 105)

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

Camões

Aproveite e peça a seus alunos para fazer uma análise desse fragmento.