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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PROFESSOR- QUE BICHO É ESSE?



PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO

Por Verônica Dutenkefer (20/06/2009)

Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.

Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faz).

Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante é: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????

Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos evidentemente.

Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.

E aí vem meus questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?

Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobra o conteúdo de cada disciplina.

Como pode num país... num estado...num município haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?

Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.

A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição.

Dia a dia... minuto a minuto... Os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo físicas pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano.

Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai...

E quando ameaçados de morte e recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: "Isto não vai adiantar nada!"

Meus bons alunos presenciam o mau aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância.

Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.

Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: "Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?"

Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia freqüentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir à escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar. Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..

Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto... Mas, nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.

Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia?

Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito às autoridades e aos outros.

Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.

Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas???

Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional.

Li há poucos dias num artigo que os cursos de filosofia, matemática, química, biologia e outros todos ligados a área de magistério não estão tendo procura nas universidades.

Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor?????????

Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.

Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que, aliás, adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou: "Onde estava o professor que não viu isso??!"

E agora eu pergunto: "O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano? Ah... já sei... o professor deveria enfrentar as balas do revólver! Claro! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso...

Vocês têm conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo????

Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?

Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:

"Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!"

"Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!"

"Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!"

"Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou."

"Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!"

Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do "Leve-leite" (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)

Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.

Impunidade.

Mas a educação não vai bem, por causa do professor..

Encerro esse desabafo com essa pergunta que li a poucos dias:


Essa pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Reflexão

Zenaide Franco
Formadora do Gestar II de Alcobaça
2009
Hoje dia 23 de julho de 2009, as 22:26 tenho a possibilidade de contemplar algumas das atividades de minhas cursistas estou feliz por está com uma turma composta de 23 cursistas do sexo feminino e 01 cursista do sexo masculino, agora estamos empenhados em fazer do Gestar II a diferença de outros cursos de capacitação de professores de Alcobaça. Agora somos frequentes, dedicados e ousados em nossas atividades das oficinas.


No dia 01/08 de agosto iremos trabalhar com um texto adaptado de Antônio Marcuschi que vem com a titulação de ORALIDADE E LETRAMENTO. Creio que o estudo desse texto será degrande valia para o grupo.

sábado, 27 de junho de 2009

4ª OFICINA DO GESTAR II ALCOBAÇA


NOSSA OFICINA INICIOU AS 8:00H COM QUATRO CURSISTAS E AOS POUCOS FORAM CHEGANDO AS OUTRAS, INICIAMOS COM A LEITURA DA MENSAGEM A "ESCOLA" DE PAULO FREIRE, NA SEQUÊNCIA SOCIALIZAMOS, VOLTANDO OS COMENTÁRIOS PARA OS VALORES QUE NÓS PROFESSORES PERDEMOS.
ESTE CARTAZ É DE UM DOS ALUNOS DA ELIENE XAVIER, PROFESSORA DA EMEF NÚCLEO DE SÃO JOSÉ.
DURANTE A PRIMEIRA PARTE DA OFICINA AS CURSISTAS NÃO PERDERAM TEMPO E PARTICIPARAM BASTANTE , PORQUE EU MUDEI A METODOLOGIA DE APLICAÇÃO DAS OFICINAS DO GESTAR II.
A ESCOLA
Paulo Freire
Escola é...
O lugar onde se faz amigos,
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...Escola é, sobretudo, gente,
Gente que trabalha que estuda,
Que se alegra se conhece se estima.O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um
Se comporte como colega, irmão.Nada de ilha cercada de gente por todos os lados.Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém,
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.Importante na escola não é só educar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se amarrar nela!Ora, é lógico...Mesma escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos educar-se,
Ser feliz.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Movimento sócio educacional dos professores de Alcobaça.


Durante anos ficamos acomodados por medo da repressão dos nossos gestores,mas aprendemos com nossos erros e de nossos colegas. Hoje somos competentes, inteligentes e com conhecimentos para questionar e reivindicar nossos direitos. Basta de opressão.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

VOTAÇÃO DA APL-ASSEMA DE ALCOBAÇA

Aqui estou no povoado de Pouso Alegre na area da escola fazendo apuração da votação da coordenadoria do nosso Sindicato, para reforçar e ajudar a minha classe de professores de minha cidade de Alcobaça,na qual ainda lutamos contra a tirania do prefeito Leonardo Coelho Brito.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Reunião


Por estarmos em luta constante pela valorização do nosso salário este cartaz fez parte de uma de nossas reuniões da ASSEMA com os professores do município.

Reflexao sobre compromisso do cursista

“Todos os trabalhos de formação continuada devem ter isoladamente um caráter científico-pedagógico. Não se deve medir apenas o resultado. Deve-se ver também o processo, isto é, ‘medir’ não apenas o grau de entendimento do assunto tratado, representado por um certo número de páginas escritas, mas o que elas escondem: o amadurecimento de seu autor, a formação científica representada na demonstração de que houve ou não uma compreensão adequada, rigorosa e exaustiva de um tema”.(Gadotti,1999, p.109)
As palavras de Gadotti servem para reforçar a proposta de Avaliação e do Saber dos cursistas do Gestar II. O nosso processo de avaliação é gradativo, ininterrupto. O cursista não é mais avaliado como cursista, mas como um professor em formação continuada ciente que está abraçando um curso na qual a pesquisa, leitura e ciência caminharão juntos. Sendo assim, uma proposta do Gestar II em modalidade semipresencial é exigir do aluno a interação com as diversas ferramentas oferecidas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Oficina do dia 06 de junho



A NOSSA TERCEIRA OFICINA FOI DIVERTIDA ESTUDAMOS SOBRE TEXTOS DA ESTELA SALLES COROA, FIZEMOS ATIVIDADES DE SOCIALIZAÇÃO, AVALIAÇÃO E APRESENTAMOS NOSSAS ATIVIDADES E RELATÓRIO.
ASSISTIMOS A AULA DE UMA COLEGA POR SLIDE E POR ÚLTIMO ESTUDAMOS SOBRE LETRAMENTO.
AS OPINIÕES FORAM DIVERSAS E NÃO CHEGAMOS A CONCLUSÃO DEFINITIVA DO QUE É:
LETRAMENTO
ALFABETIZAÇÃO
ESCOLARIZAÇÃO
FICANDO PARA O ENCONTRO DO DIA 27 DE JUNHO A CONCLUSÃO DESSA ATIVIDADE EM POLGANTE.







segunda-feira, 1 de junho de 2009

Relexão

Pensar a segunda Oficina do Gestar foi de grande valia para minha reconstrução de conhecimento. Por vezes pensei em desistir, no curso tínhamos uma cursista que só acrescentava coisas negativas ao curso, isso não é nada bom.
Acredito veementemente que Deus sempre guia meus passos e minhas falas, essa cursista desistiu que para mim foi um alívio e pudemos dá continuidade aos nossos estudos em paz na busca de aprendizado e troca de experiência.
Fiquei emocionada ao vê que minhas cursistas demonstram interesse pelo estudo da língua portuguesa. As cursistas são assíduas e corroboram com as colegas e comigo, tenho o que aprender com elas e creio que as mesmas comigo.
É surpreendente está com colegas de trabalho compartilhando metodologias novas, experiências riquissímas que não são conseguida todos os dias e tenho aproveitado ao máximo tudo o que é apresentado nas Oficinas do Gestar II de Alcobaça.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

2º Oficina

Por incrível que pareça e pelo medo que sentia por esta oficina que realizou no dia 23 deu tudo certo, agregaram novas cursistas a turma pessoas estas que admiro pela competência e dedicação ao que faz.
A professora Marize é uma conhecedora da língua materna e um exemplo de professora, propos metodologias novas, levou modelo de atividade que elaborou com seus alunos no 6º ano no São José.
Dona Zeula a diretora da Creche Mãe Mita no São José foi das personagens que agregaram ao Gestar.
As professoras e ex colegas de trabalho no São José, povoado maravilhoso, de alunos dedicados, estavam presente Alaide, Eliene e Eliene Xavier para mim foi um privilegio ter estes mosnstros consagrados da língua materna nas Oficinas do Gestar II.
As ex colegas de ônibus no período da faculdade Neiva e Cherla sempre abrilhantando nossas Oficinas e junto a elas Encontrava-se Lucimar que também compartilhou ônibus conosco e brilhou na oficina com suas confusões sobre os sub-gêneros, estava perdida afinal um dia após o niver ninguém merece.
As irmãs Claúdia,foi minha colega no magistério, e Wânia deram suas maravilhosas contribuições para a oficina, pena que não pude confiscar o cartaz.
As professoras Elessandra e Clessiane ficaram meio por fora mais aos poucos as panelas foram se formando e elas entraram no pique.


Minhas oficinas são demais.
Aguarde e veja o que vem pela frente.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gestar II Alcobaça







Ao realizar as transposições didáticas com meus infantes percebi o quão vago é o conhecimento desse pequenos que nesse ano estão sob minha orientação em língua portuguesa.


É um trabalho árduo que terei para preparar estas crianças para o letramento de que tanto precisam mais será mais uma de minhas batalhas.

domingo, 26 de abril de 2009

PLANEJAMENTO


Os estudos coletivos acontecerão nas oficinas que já estão parcialmente planejadas ,a formadora dará juntamente com vocês cursistas o direcionamento a ser seguido.

No dia 16/05 oficina das unidades 10 e 12 da TP3 com 08 horas de duração, período integral.

8:00 --Parte I (60 minutos)Discussão sobre os pressupostos teóricos para desenvolver novas estratégias para melhorar a qualidade do ensino.

9:00 Parte II(100 Minutos)Recebimento dos relatórios reflexivos e das atividades aplicadas em sala de aula, socialização dos pontos positivos e negativos.

Parte III( 240 minutos)Atividades com gêneros textuais, dinâmica e leitura do texto de Salles para discussão no encontro.

Parte IV ( 40 mintos)Avaliação do encontro e da TP3 e dos AAA.

Parte V (40 minutos)Despertar nos cursistas o interesse sobre a idéia de LETRAMENTO.

Não se esqueça: as oficinas acontecem nas unidades pares!

Mensagem de abertura

O Rouxinol e a Rosa

Um rouxinol vivia no jardim de uma casa.
Todas as manhãs, uma janela se abria...
...e um jovem comia seu pão, enquanto olhava a beleza do jardim. Sempre caiam farelos de pão no parapeito da janela.
O rouxinol comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele.
Assim, criou um grande afeto por aquele que se preocupava em alimentá-lo... ...ainda que com migalhas.
Um dia, o jovem se apaixonou.
Mas, ao se declarar, sua amada impôs uma condição para retribuir seu amor: que na manhã seguinte ele lhe trouxesse a mais linda rosa vermelha.
O jovem percorreu todas as floriculturas da cidade, mas sua busca foi em vão. Nenhuma rosa... Muito menos vermelha.
Triste, desolado, ele foi pedir ajuda ao jardineiro de sua casa.
O jardineiro declarou que ele poderia presenteá-la com petúnias, violetas, cravos...
Qualquer flor, menos rosas.
Elas estavam fora de época;
era impossível consegui-las naquela estação.
O rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado com a desolação do jovem...
Teria que fazer algo para ajudar seu amigo a conseguir a flor.
A ave então procurou o Deus dos Pássaros, que falou:
- Você pode conseguir uma rosa vermelha para o seu amigo...
...mas o sacrifício é grande e poderá custar-lhe a vida!
- Não importa, respondeu a ave.
O que devo fazer?
- Assim farei, respondeu a ave.
É para a felicidade de um amigo.
- Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar.
O esforço é muito grande; seu peito pode não agüentar...
Quando escureceu, o rouxinol emaranhou-se em meio a uma roseira que ficava em frente a janela do jovem.
Ali, pôs-se a cantar seu canto mais alegre, pois precisava caprichar na formação da flor.
Um grande espinho começou a entrar no peito do rouxinol, e quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito.
Mas o rouxinol não parou.
Continuou seu canto, pela felicidade de um amigo.
Um canto que simbolizava gratidão, amizade.
Um canto de doação, até mesmo da própria vida!
Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda rosa vermelha, formada pelo sangue do rouxinol.
Nem questionou o milagre, apenas colheu a rosa.
Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:
Que ave estúpida!
Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos.
Pelo menos agora dormirei melhor, sem ter que escutar seu canto chato. É muito triste, mas infelizmente...
Cada um dá o que tem no coração..
Cada um recebe com o coração que tem..