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sábado, 27 de junho de 2009

4ª OFICINA DO GESTAR II ALCOBAÇA


NOSSA OFICINA INICIOU AS 8:00H COM QUATRO CURSISTAS E AOS POUCOS FORAM CHEGANDO AS OUTRAS, INICIAMOS COM A LEITURA DA MENSAGEM A "ESCOLA" DE PAULO FREIRE, NA SEQUÊNCIA SOCIALIZAMOS, VOLTANDO OS COMENTÁRIOS PARA OS VALORES QUE NÓS PROFESSORES PERDEMOS.
ESTE CARTAZ É DE UM DOS ALUNOS DA ELIENE XAVIER, PROFESSORA DA EMEF NÚCLEO DE SÃO JOSÉ.
DURANTE A PRIMEIRA PARTE DA OFICINA AS CURSISTAS NÃO PERDERAM TEMPO E PARTICIPARAM BASTANTE , PORQUE EU MUDEI A METODOLOGIA DE APLICAÇÃO DAS OFICINAS DO GESTAR II.
A ESCOLA
Paulo Freire
Escola é...
O lugar onde se faz amigos,
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...Escola é, sobretudo, gente,
Gente que trabalha que estuda,
Que se alegra se conhece se estima.O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um
Se comporte como colega, irmão.Nada de ilha cercada de gente por todos os lados.Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém,
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.Importante na escola não é só educar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se amarrar nela!Ora, é lógico...Mesma escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos educar-se,
Ser feliz.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

MENSAGEM PORTAS DA OFICINA DO DIA 06/06/2009

NO DIA 06 DE JUNHO INICIAMOS NOSSA OFICINA COM A LEITURA DA MENSAGEM PELA PROFESSORA ANA MARIA, PORTANTO ESTA FOI TOMADA DE EMOÇÃO E NÃO CONCLUIU A LEITURA E OUTRA CURSISTA FOI SOLITADA PARA A LEITURA DA MENSAGEM PORTAS DO IÇAMI TIBA.
PORTAS

Se você abre uma porta, você pode ou não entrarem uma nova sala.Você pode não entrar e ficar observando a vida.Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra,dá um grande passo: nesta sala vive-se!Mas, também, tem um preço...São inúmeras outras portas que você descobre.Às vezes curte-se mil e uma.O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.Os erros podem ser transformados em acertosquando com eles se aprende.Não existe a segurança do acerto eterno.A vida é generosa, a cada sala que se vive,descobre-se tantas outras portas.E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.Ela privilegia quem descobre seus segredose generosamente oferece afortunadas portas.Mas a vida também pode ser dura e severa.Se você não ultrapassar a porta,terá sempre a mesma porta pela frente.É a repetição perante a criação, é a monotoniamonocromática perante a multiplicidade das cores,é a estagnação da vida...Para a vida, as portas não são obstáculosmas diferentes passagens!"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

As tarefas da educação

As tarefas da educação

Rubem Alves
Colunista da Folha de SãoPaulo

Resumindo: são duas, apenas duas, as tarefas da educação. Como acho que as explicações conceituais são difíceis de aprender e fáceis de esquecer, eu caminho sempre pelo caminho dos poetas, que é o caminho das imagens. Uma boa imagem é inesquecível. Assim, em vez explicar o que disse, vou mostrar o que disse por meio de uma imagem.
O corpo carrega duas caixas. Na mão direita, mão da destreza e do trabalho, ele leva uma caixa de ferramentas. E na mão esquerda, mão do coração, ele leva uma caixa de brinquedos. Ferramentas são melhorias do corpo. Os animais não precisam de ferramentas porque seus corpos já são ferramentas. Eles lhes dão tudo aquilo de que necessitam para sobreviver.
Como são desajeitados os seres humanos quando comparados com os animais! Veja, por exemplo, os macacos. Sem nenhum treinamento especial eles tirariam medalhas de ouro na ginástica olímpica. E os saltos das pulgas e dos gafanhotos!
Já prestou atenção na velocidade das formigas? Mais velozes a pé, proporcionalmente, que os bólidos de F-1! O vôo dos urubus, os buracos dos tatus, as teias das aranhas, as conchas dos moluscos, a língua saltadora dos sapos, o veneno das taturanas, os dentes dos castores.
Nossa inteligência se desenvolveu para compensar nossa incompetência corporal. Inventou melhorias para o corpo: porretes, pilões, facas, flechas, redes, barcos, jegues, bicicletas, casas... Disse Marshall MacLuhan corretamente que todos os "meios" são extensões do corpo. É isso que são as ferramentas, meios para viver. Ferramentas aumentam a nossa força, nos dão poder. Sem ser dotado de força de corpo, pela inteligência o homem se transformou no mais forte de todos os animais, o mais terrível, o maior criador, o mais destruidor. O homem tem poder para transformar o mundo num paraíso ou num deserto.
A primeira tarefa de cada geração, dos pais, é passar aos filhos, como herança, a caixa de ferramentas. Para que eles não tenham de começar da estaca zero. Para que eles não precisem pensar soluções que já existem. Muitas ferramentas são objetos: sapatos, escovas, facas, canetas, óculos, carros, computadores. Os pais apresentam tais ferramentas aos seus filhos e lhes ensinam como devem ser usadas. Com o passar do tempo, muitas ferramentas, muitos objetos e muitos de seus usos se tornam obsoletos. Quando isso acontece, eles são retirados da caixa. São esquecidos por não terem mais uso. As meninas não têm de aprender a torrar café numa panela de ferro, e os meninos não têm de aprender a usar arco-e-flecha para encontrar o café da manhã. Somente os velhos ainda sabem apontar os lápis com um canivete...Outras ferramentas são puras habilidades. Andar, falar, construir. Uma habilidade extraordinária que usamos o tempo todo, mas de que não temos consciência, é a capacidade de construir, na cabeça, as realidades virtuais chamadas mapas. Para nos entendermos na nossa casa, temos de ter mapas dos seus cômodos e mapas dos lugares onde as coisas estão guardadas. Fazemos mapas da casa. Fazemos mapas da cidade, do mundo, do universo. Sem mapas, seríamos seres perdidos, sem direção.
A ciência é, ao mesmo tempo, uma enorme caixa de ferramentas e, mais importante que suas ferramentas, um saber de como se fazem as ferramentas. O uso das ferramentas científicas que já existem pode ser ensinado. Mas a arte de construir ferramentas novas, para isso há de saber pensar. A arte de pensar é a ponte para o desconhecido. Assim, tão importante quanto a aprendizagem do uso das ferramentas existentes-coisa que se pode aprender mecanicamente— é a arte de construir ferramentas novas. Na caixa das ferramentas, ao lado das ferramentas existentes, mas num compartimento separado, está a arte de pensar.
(Fico a pensar: o que as escolas ensinam? Elas ensinam as ferramentas existentes ou a arte de pensar, chave para as ferramentas inexistentes? O problema: os processos de avaliação sabem como testar o conhecimento das ferramentas. Mas que procedimentos adotar para avaliar a arte de pensar?)
Assim, diante da caixa de ferramentas, o professor tem de se perguntar: "Isso que estou ensinando é ferramenta para quê? De que forma pode ser usado? Em que aumenta a competência dos meus alunos para cada um viver a sua vida?". Se não houver resposta, pode estar certo de uma coisa: ferramenta não é.
Mas há uma outra caixa, na mão esquerda, a mão do coração. Essa caixa está cheia de coisas que não servem para nada. Inúteis. Lá estão um livro de poemas da Cecília Meireles, a "Valsinha" de Chico Buarque, um cheiro de jasmim, um quadro de Monet, um vento no rosto, uma sonata de Mozart, o riso de uma criança, um saco de bolas de gude... Coisas inúteis. E, no entanto, elas nos fazem sorrir. E não é para isso que se educa? Para que nossos filhos saibam sorrir? Na próxima vez, a gente abre a caixa dos brinquedos...
Mensagem aplicada na segunda oficina.

domingo, 26 de abril de 2009

Mensagem de abertura

O Rouxinol e a Rosa

Um rouxinol vivia no jardim de uma casa.
Todas as manhãs, uma janela se abria...
...e um jovem comia seu pão, enquanto olhava a beleza do jardim. Sempre caiam farelos de pão no parapeito da janela.
O rouxinol comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele.
Assim, criou um grande afeto por aquele que se preocupava em alimentá-lo... ...ainda que com migalhas.
Um dia, o jovem se apaixonou.
Mas, ao se declarar, sua amada impôs uma condição para retribuir seu amor: que na manhã seguinte ele lhe trouxesse a mais linda rosa vermelha.
O jovem percorreu todas as floriculturas da cidade, mas sua busca foi em vão. Nenhuma rosa... Muito menos vermelha.
Triste, desolado, ele foi pedir ajuda ao jardineiro de sua casa.
O jardineiro declarou que ele poderia presenteá-la com petúnias, violetas, cravos...
Qualquer flor, menos rosas.
Elas estavam fora de época;
era impossível consegui-las naquela estação.
O rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado com a desolação do jovem...
Teria que fazer algo para ajudar seu amigo a conseguir a flor.
A ave então procurou o Deus dos Pássaros, que falou:
- Você pode conseguir uma rosa vermelha para o seu amigo...
...mas o sacrifício é grande e poderá custar-lhe a vida!
- Não importa, respondeu a ave.
O que devo fazer?
- Assim farei, respondeu a ave.
É para a felicidade de um amigo.
- Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar.
O esforço é muito grande; seu peito pode não agüentar...
Quando escureceu, o rouxinol emaranhou-se em meio a uma roseira que ficava em frente a janela do jovem.
Ali, pôs-se a cantar seu canto mais alegre, pois precisava caprichar na formação da flor.
Um grande espinho começou a entrar no peito do rouxinol, e quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito.
Mas o rouxinol não parou.
Continuou seu canto, pela felicidade de um amigo.
Um canto que simbolizava gratidão, amizade.
Um canto de doação, até mesmo da própria vida!
Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda rosa vermelha, formada pelo sangue do rouxinol.
Nem questionou o milagre, apenas colheu a rosa.
Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse:
Que ave estúpida!
Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos.
Pelo menos agora dormirei melhor, sem ter que escutar seu canto chato. É muito triste, mas infelizmente...
Cada um dá o que tem no coração..
Cada um recebe com o coração que tem..