terça-feira, 19 de janeiro de 2010

SINTÉSE DE LEITURA


Hoje concluir a leitura do livro"LEITURA EM CRISE NA ESCOLA: as alternativas do professor" organizado pela Regina Zilberman que além de ser um escritora fantástica conseguiu em uma só obra reunir dez monstros sagrados da filologia da leitura. O livro trouxe para a minha vida mais conhecimento e perspectiva de mudança sobre a atual educação do país apesar do livro ter sido publicado nos idos de 1985, aborda os temas que nós professores enfrentamos, ainda hoje no sistema educacional. Sinto que a educação é relegada a segundo plano, mas fazer o quê se os governantes não importando a esfera Federal, Estadual ou Municipal não dispõe de vontade em melhorar a educação. Quanto mais as pessoas forem despreparadas mais manipulavéis são.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MANIFESTO DE CATEGÓRIA

A ASSOCIAÇÃO DE TAXISTA DE ALCOBAÇA, APOIADA POR TAXISTAS DE PRADO E CARAVELAS FECHARAM O TREVO, COM 45 REPRESENTANTES DA CATEGÓRIA, DE ACESSO A CIDADE DE ALCOBAÇA,PRADO E TEIXEIRA DE FREITAS, AS 5:00 DESTA MANHÃ DE 18 DE JANEIRO EM PROTESTO AS AÇÕES DA AGERBA,QUE NOTIFICOU ATÉ O CARRO DA SAÚDE QUE FAZ O TRANSLADO DE DOENTE ENTRE ALCOBAÇA E TEIXEIRA DE FREITAS.FORAM MAIS DE 3KM DE CONGESTIONAMENTO NOS QUATROS PONTOS. NORTE, SUL, LESTE E OESTE.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ensaio


ALUNOS E PROFESSORES PESQUISADORES SONHO OU REALIDADE?

Zenaide Miranda da Rocha Franco

RESUMO

O presente artigo aborda sobre a realidade educacional, crendo que a educação precisa inovar-se pela pesquisa, principalmente nas séries iniciais do ensino fundamental, infelizmente, a maioria dos profissionais que atuam na área educacional não tem, ainda, o hábito de lê tanto quanto o de pesquisar. A pesquisa é peça chave no processo de desenvolvimento do conhecimento reconstrutivo, é sabido que a pessoa que não pesquisa não consegue perceber como aprender ou mesmo elaborar o seu material de trabalho, pesquisar requer tempo, disposição para relacionar o que se estuda com o material que pretende elaborar, por meio da leitura adquire-se competência para analisar e interpretar os resultados obtidos, levando a crer que a pesquisa é o núcleo para uma educação de qualidade.

Palavras-chave: Pesquisa. Conhecimento. Educação.

1 INTRODUÇÃO
Educador é aquele que pesquisa e permite aos seus alunos a participação na elaboração dos resultados com base nos conhecimentos adquiridos mediante as leituras realizadas durante no período da pesquisa. Entende-se que os questionamentos emergem, após sucessivas leituras assim faz-se necessário inserir a pesquisa na e para a educação, na assertiva de quê professor e aluno carece tornarem-se excelentes pesquisadores para melhorar o desempenho intelectual, educacional e profissional durante sua jornada.
Acredita-se que para questionar faz-se sucinto conhecimento para uma boa argüição, pesquisar não é transferir, transcrever ou subscrever o material pesquisado do livro, da internet, revista ou jornais para o papel sem fazer inferências ou a interpretação crítica e detalhada do quê se estar a pesquisar. Neste fato encontram-se as dificuldades em educar por meio da pesquisa. O professor sendo leigo no assunto ou na metodologia, jamais conseguirá fazer com que o seu aluno adquira o hábito da leitura que ele próprio não possui, portanto esse “professor” é um reprodutor do que lê e não consegue mudar o material de acesso para a busca de novos conhecimentos.

2 ALUNO x PROFESSOR PESQUISADOR

Os alunos não são assíduos na leitura tanto quanto na pesquisa espontânea, dessa forma designa-se alunos fracos sem iniciativas, sendo apenas objeto de ensino. Para sair da condição de objeto e tornar-se sujeito parceiro no processo de aprendizagem esses alunos precisam considerar a pesquisa como procedimento de desenvolvimento intelectual e permitir que ela faça parte de sua vida.
O aluno enquanto pesquisador alimenta-se de diversas fontes para enriquecer o seu conhecimento, não permiti ser mero reprodutor de conteúdos de livros ou de fragmentos retirado aleatoriamente da Internet ou plagiando obras de outrem, em Demo (1997, p.19) é declarado que:
A habilidade central da pesquisa aparece na capacidade de elaboração própria, ou de formulação pessoal, que determina, mas que tudo, o sujeito competente em termos formais. Argumentar, fundamentar, questionar com propriedade, propor e contrapropor são iniciativas que supõe um sujeito capaz. Está individualidade é insubstituível.
O aluno que adquire a competência da pesquisa sai da condição de objeto e torna-se sujeito parceiro que atua junto ao professor reconstruindo o seu conhecimento de forma ativa e participativa, valorizando as contribuições dos colegas, tornando-os parceiros do processo reconstrutivo do conhecimento ativo. O aluno precisa ser desafiado a pesquisar, nesse sentido ele é motivado a elaborar suas conclusões sem imitar ou copiar do livro seus conteúdos mesclando palavras, começando a reconstrução do seu conhecimento por meio das leituras direcionada por seu mentor o professor mediador da reconstrução de seu conhecimento. Demo (1998, p.31) apregoa que:
A leitura sistemática tem dupla finalidade: estar a par do conhecimento disponível, participar do fluxo cultural constante, informar-se de modo permanente, e alimentar o processo de formulação própria, de argumentar e contra argumentar, de questionar e reconstruir, não deixa de ser um tipo de analfabetismo a falta habitual de leitura instigadora nas pessoas, que se contenta em ver televisão e ler as revistas que de novo repetem a televisão.
Um percentual elevado de alunos da rede pública municipal não tem o hábito da leitura, ou seja, são analfabetos funcionais esse fato se dá pela falta de orientação e incentivo para despertar o gosto pela leitura e da necessidade de pesquisar temas inovadores para lê, apesar dos avanços tecnológicos muitos alunos não têm acesso a esse progresso e quando tem não utilizam adequadamente e para fins educativo.
Ao adquirir o hábito da leitura o aluno torna-se propenso a ser um pesquisador capaz de avaliar o seu aprendizado, tomar atitudes que muda sua estrutura educacional em prol de seu desenvolvimento intelectual. Para ampliar seu conhecimento utiliza-se das estratégias por meios da atualização através dos meios de comunicação, da participação ativa dos familiares e uma boa orientação educacional. Para o aluno aprofundar-se na pesquisa e reconstruir o seu conhecimento ele perpassa por alguns cuidados conforme Demo, (1997, p. 32-33) no qual esclarece sobre os quatro cuidados propedêuticos na construção do conhecimento:
Saber pensar com base no raciocínio, compreensão ampla da realidade, poder de indução e dedução, manejo de causas e efeitos, uso da lógica e do pensamento abstrato, estabelecimento de relações que permitem entender das partes para o todo e do todo para as partes [...] é ser capaz de enfrentar situações novas, dominar problemas inesperados, não temer o desconhecido, perscrutar alternativas. Aprender a aprender é a capacidade de questionar reconstrutivamente, compondo numa matriz só o conhecimento inovador com a cidadania competente. Avaliar-se e avaliar a realidade, como forma de consciência crítica sempre alerta e de procedimento metodológico necessário para qualquer intervenção inovadora; revela, além da capacidade questionadora e propositora, visão global, formação geral, cultivo da condição de sujeito, interesse em progredir, evitando separar contraditoriamente a crítica da autocrítica. Qualidade formal e política para que o questionamento reconstrutivo se torne competência a serviço do bem comum, da democracia e da solidariedade, mister se faz humanizar o conhecimento e qualificar a educação.
Ao reconstruir o conhecimento por meio da pesquisa o aluno torna-se critico capaz de avaliar as suas ações e ultrapassa as expectativas que ele mesmo cria através de uma boa orientação o aluno sujeito torna-se capaz de realizar suas próprias elaborações transformando-se em sujeito ativo da pesquisa que avança cotidianamente sem elencar desculpa para fracasso que por ventura ocorra.
Segundo Demo, (1997, p.02): “Não se busca ‘profissional da pesquisa’ mas um profissional da educação pela pesquisa”. Percebe-se que a pesquisa, ainda precisa ser desmistificada por alguns professores, para inseri-la entre os alunos e despertá-los para a leitura juntamente com o trabalho coletivo em prol do seu desenvolvimento educacional.
Sendo a pesquisa o caminho para a reconstrução do conhecimento, faz-se necessário que professor e educandos tornem-se adeptos da pesquisa, para que ela venha a ser significativa e traga resultados condizentes, coerentes e convincentes, sendo assim aparece à possibilidade de reconstrução do conhecimento dos envolvidos nesta nova práxis educacional que visa uma melhoria significativa na vida educacional dos jovens alunos e professores para a promoção do acréscimo da competência. A educação qualitativa prepara o sujeito para produzir, inovar e criar possibilidade de expandir-se na vida educacional e profissional, o sociólogo Pedro Demo em seu livro Educar pela pesquisa, (1998, p.13-14) afirma que:
Competência não é apenas executar bem, mas caracteristicamente refazer-se todo dia, para postar-se na frente dos tempos. É a forma inovadora de manejar a inovação. Por isso vive literalmente do questionamento reconstrutivo, que é à maneira de todo dia se questionar e se reconstruir. [...] É contradição abusiva questionar sem questionar-se, ou impedir que o questionamento seja, ele mesmo, questionado.
Analisando a área educacional encontram-se professores que questionam e não aceitam ser questionados, talvez por medo de não responder a altura os questionamentos propostos ou que a prova de sua ineficiência seja comprovada, a falta de leitura dos temas recentes que agrega a realidade e o mundo no qual se encontra inserido. Só através da pesquisa é que o sujeito permite-se questionar e ser questionado, é por meio dos estudos que há a reconstrução do conhecimento e o ser se habilita a questionar e ser questionado.

3 A FORMAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO PROFESSOR ATRAVÉS DA PESQUISA

O que se espera de um professor é que ele seja pesquisador, esteja sempre atualizado, mas um percentual de professores não são pesquisadores e não consegue elaborar o seu material de trabalho ou criar um ensaio cientifico. Segundo Demo, (1997, p.41):
Para ser um profissional da educação, precisa da pesquisa como ferramenta cientifica e, sobretudo com base educativa. Trata-se, pois de incentivar o professor a produzir textos próprios dotados de marca cientifica suficiente, nos quais possa de modo mais evidente e garantido, progredir no questionamento reconstrutivo, em termos teóricos e práticos. Significa uma focalização sistemática, que induz a aprofundar-se, de tal sorte a sair da condição de mero leitor ou espectador, para assumir a de contribuinte eficaz. Concentrar esforços em procedimentos que levam ao aprofundamento, como leitura constante, coleta diligente de dados e informações, participação de seminários e encontros, cultivo e manutenção de contatos instigadores.
Sendo o professor um leigo em relação à pesquisa, ele não iniciará seus alunos no caminho da pesquisa porque ele não sabe elaborar conclusões do que está pesquisando, todavia se ele não sabe como vai orientar nesse ponto o professor precisa ser qualificado para nortear seus alunos. Vê-se a necessidade de capacitação permanente, atualização constante para os professores em relação à leitura, a pesquisa e a elaboração de seu projeto vida pedagógica, o professor precisa definir sua linha de pesquisa para alicerçar seu conhecimento e definir seu papel.
Sabe-se que o professor não é detentor do conhecimento, mas espera que ele conheça esta base para transmitir aos seus alunos que estão à espera de despertar o seu conhecimento reconstrutivo através da e na pesquisa, ser professor é estar atualizando-se mesmo após vários cursos, isto é chamado de competência educativa.
Segundo Demo, (1997, p.42): “O despreparo do professor prejudica mais o aluno que a própria pobreza em termos de fracasso escolar”. Para ocultar a incompetência e o despreparo do professor, é de praxe culpar a condição financeira do aluno pelo seu fracasso escolar. Espera-se que os professores sejam profissionais competentes para evitar prejuízo ao aprendizado do aluno; faz-se necessário ler e reler livros ou artigos para compreender o que eles estão transmitindo para evitar o fracasso escolar, nesse ponto vê-se a necessidade dos professores adotarem uma postura de pesquisa, leitura, releitura e escrita para sair do modismo da cópia das metodologias que deram certo com outros professores e traçar as suas em benefícios de seus alunos.
Todo estudo é visto como a possibilidade de sair da mediocridade e aprofundar no mundo intelectual, daí a necessidade dos professores estarem sempre se atualizando, não por obrigação mais por necessidade de inovar sua prática pedagógica e continuar a atuar no mercado de trabalho. Seria de grande mediocridade em pleno século XXI, encontrar professores que não conseguem ler um livro por ano, que nunca produziram nada. Daí surge à necessidade de cobrar dos profissionais da área educacional o acesso à biblioteca para adquirir o gosto pela leitura e passar a fazer dela um hábito.
Sendo os professores uma classe marcada pela pobreza de modo geral, é necessário reivindicar dos poderes públicos que coloquem à disposição dos professores as oportunidades que não podem sustentar pessoalmente, como biblioteca e videoteca, acesso a jornais e revistas, lugar para estudar, pesquisar, formular, além de garantir formas profundas e recorrentes de recuperar a competência, sobretudo através de cursos longos, de pelo menos 80 horas. (DEMO: 1997, p. 49).
Um percentual de professores não tem acesso ao material de pesquisa, muitos por não poder comprar outros pelo hábito que não possui. Ler às vezes é tarefa difícil para quem não tem costume, interpretar esta leitura é ainda pior, crê-se que esses “professores ” deveriam receber cursos de especialização para poder ministrar melhores suas aulas, espera-se que professores sejam pesquisadores, que sejam bons nesta área e em muitas outras, podendo atuar de maneira eficiente sem danos ao futuro das crianças que são entregue em suas mãos, e até a melhorar a sua conduta educacional através da pesquisa espontânea.
Ao ingressar na academia espera-se que o futuro professor torne-se critico criativo, competente e presente para vir ocupar espaço de destaque no mundo acadêmico e profissional, como esclarece Demo (1997, p.66):
No processo de pesquisa está o genuíno contato pedagógico, transformando em ambiente de trabalho conjunto, implicando na mesma matriz a qualificação do e pelo conhecimento e sua humanização constante e radical.
Por acreditar que o trabalho conjunto auxilia o conhecimento construtivo, incrementando a competência critica do sujeito competente. Percebe-se que a competência pedagógica em sua maioria é adquirida com a troca de informações entre os profissionais da área, ou na qualificação e aperfeiçoamento que ele busca. Acredita-se que a competência é definida pela capacidade de enfrentar os desafios do saber pensar e do aprender a pensar para estar sempre se questionando quanto ao seu conhecimento reconstrutivo. De acordo como Demo, (1998, p.68):
O envelhecimento rápido de qualquer profissionalização. Isto determina que o diploma não significa mais uma conclusão, mas apenas o reconhecimento de que um estágio se encerra, enquanto outros se iniciam, sem fim.
Faz-se necessário a atualização constante visando às mudanças que acontecem a cada momento. Caso o profissional se atualize ficará fora do mercado de trabalho, criticas são feitas a profissionais que acumulam funções e não desempenha bem nenhuma delas, pois falta tempo para a elaboração de suas ações, para as capacitações que são imprescindíveis, valorizando mais o dinheiro que a qualidade de seu trabalho. Ao sair da academia espera se que o novo diplomado conheça o conteúdo que é ofertado, mas nem sempre são assim, alguns só adquirem o conhecimento quando ingressam no mercado de trabalho e aprende na prática adquirindo assim experiências.
Fato às vezes pelo ensino copista ou pelo acadêmico que faz do estudo status e paga para outros realizarem os seus trabalhos, o acadêmico que aprende através da pesquisa sai da academia com um amplo conhecimento que será sempre renovado com a formação continuada ou com os cursos de capacitação que estará sempre realizando.
O currículo intensivo reza que o ensino pela pesquisa é o melhor e o que mais desenvolve a competência educacional. Quando tem como prioridade à reconstrução do conhecimento e o questionamento reconstrutivo para preparar o profissional para as suas próprias elaborações, segundo Demo (1997, p. 92):
O que educa ao pluralismo e à solidariedade não é, de forma alguma, a subserviência de objetos manipulados, mas a competência de sujeitos emancipados. A emancipação que se faz às custas das dos outros implica pobreza política, e por isso não é inteira, ou é farsante.
Percebe-se que a academia é um veículo de transmissão de conhecimento e que só terá êxito nesta unidade de ensino quem permitir-se desenvolver um trabalho em parceria com a pesquisa e a leitura espontânea, supervisionada ou não, tudo em prol do desenvolvimento do conhecimento reconstrutivo. O que não vale é manipular e ser manipulado pelos outros.
E na base geral do currículo intensivo visa à competência do professor e não a quantidade de títulos que este possui, às vezes acumula curso e não domina a competência do saber aprender e do saber transmitir, acredita-se que as academias deveriam ter um corpo docente competente para inserir no mercado, profissionais bons e qualificados ao término de seus estudos.
Pesquisar o processo concreto de formação da competência profissional, elaborando suas condições de formação, atualização permanente, ligação de teoria e prática, exigências modernas. Por fim aparece a prática profissional, que implica praticar a profissão plenamente, ainda que para fins de formação, já com tempo maior de disponibilidade. DEMO (1998 p.101-102).
Não adianta cursos longos com muita teoria e pouca prática, seria acúmulo de conhecimento sem saber como aplicá-lo, vê-se a necessidade da parceria de prática e teoria em conjunto nas redes de ensino para qualificar o profissional o mercado. Questiona-se a qualidade da educação no país, por que tantos conteúdos e pouca experiência dificultam a aprendizagem. Percebe-se a necessidade de pesquisar o processo de formação da competência profissional, visando qualificação e atualização permanente.
Em Demo, (1997, p108): “O aluno é confrontado, pois, com a necessidade de questionar e reconstruir as bases de seu curso”. Na maioria dos cursos o estudo é teórico, faltando à prática que cada curso específico deveria oferecer no qual o acadêmico só tem acesso no estágio que é de um período curto. Saindo assim das academias com uma bagagem teórica boa, mas ao ingressar no mercado de trabalho são meros profissionais com baixa qualidade, percebe-se que o diploma não passa de um mero canudo nas mãos desses graduados.
Devendo ser revista a condição de educador pesquisador para melhorar a qualidade do ensino no país, com bons profissionais a qualidade dos currículos muda, as propostas se inovam e todos ganham em qualidade.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação é a chave propulsora do progresso e do sucesso, mas se a qualidade não mudar será o inicio do fim das tentativas de mudança.
O “professor ” ainda, infelizmente não descobriu qual é o seu verdadeiro papel, enquanto mediador e formador de opinião, pois não retira um percentual de seu ínfimo salário com livros para enriquecer seu conhecimento, mas o joga pelos ventos em revistas inúteis que só abarcam fofoca e roteiro de novelas.
No caminhar da educação aluno e professor precisam descobrir o sentido da educação, da leitura e da pesquisa como sendo a possibilidade impar de mudança no status.
REFERÊNCIAS
¬¬¬¬¬¬¬¬¬DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. Campinas, SP: Autores Associados, 1997.
______. Questões para a Teleducação. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 1998.

Mensagem

RECLAMAS DO QUE? RECLAMAS POR QUÊ?

Se você tem comida na geladeira, roupa no corpo, um teto e um lugar para dormir...
Você é mais rico que 75% da população do mundo.
Se tens dinheiro no banco, na carteira e alguns trocados guardados...
Você está entre os 8% mais endinheirados do mundo.
Se acordastes esta manhã com mais saúde que doença...
Você é mais abençoado que o milhão de pessoas que não sobreviverá esta semana.
Se nunca experimentaste o perigo da batalha, a solidão de uma cadeia, a agonia da tortura ou as pontadas da fome...
Você está à frente de 500 milhões de pessoas no mundo.
Se podes sair de casa para ir ao trabalho todos os dias e o acha um sacrifício fazer isso ... Existe milhares que não tem a mesma sorte que você.
Se pode assistir a uma cerimônia religiosa sem receio de ser molestado, preso, torturado ou morto... Você é mais abençoado que 3 bilhões de pessoas no mundo.
Se os seus pais ainda estão vivos e casados... você é muito raro.
Se levantas a sua cabeça com um sorriso no rosto e é verdadeiramente agradecido...
Você é abençoado, porque a maioria pode, mas muitos não o fazem.
Se podes segurar a mão de alguém, abraçá-lo (a) ou até mesmo tocá-lo (a) no ombro... Você é abençoado porque pode oferecer a cura com o seu toque.
Se podes ler esta mensagem, acaba de receber uma dupla bênção, porque alguém estava pensando em você, e mais:
Você tem mais sorte que mais de 2 bilhões de pessoas que não conseguem sequer ler.
Você tem tudo o que precisa, mas ainda assim reclama de muita coisa.
Será que você tem agradecido a Deus pelo que você tem? Pense nisso!!!
Você é Abençoado (a)!
Com carinho... Maria Dantas de Lima
Retirado do BLOG às 19:40 de 16 de janeiro de 2010 por Zenaide Franco. -http://mariadantas.spaceblog.com.br/r12539/MENSAGENS-E-TEXTOS-PARA- /

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

FÉRIAS

Agora sendo tempo de "descanso" para alguns e para outros a época de ganhar um dinheirinho extra, mas, chega de blá blá vamos ao que interessa. O José Batista Neto e a Eliete Santiago lançaram o livro "FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICA PEDAGÓGICA",é um material óimo para a reconstrução dio conhecimento sugiro a vocês meus amados(a)a leitura dessa pérola da educação.
Aguardo comentários da leitura no BLOG e não esqueça só por meio do estudo o seu futuro será melhor. A vida é curta para poerdermos tempo com pequenas coisas, alicerce sua vida com conhecimento para não ficar para trás. Não esqueça de estudar a TP1 para a Oficina de fevereiro.
Beijão nos cantos de seu sorriso.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lembrete

Agora em fevereiro retornaremos para continuar nossos estudos. A oficina é sobre a TP1. Variação Linguistíca.
Obrigado a todos. Conto com vocês para adiantar a leitura.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Alcobaça

Além de servir como ponto de apoio para visitar o exuberante arquipélago de Abrolhos, o município de Alcobaça possui belas praias, emolduradas pela Mata Atlântica. Fundada em 1772 era chamada de “Arraial de Itanhaém” por estar localizada às margens do Rio Itanhaém. A cidade mantém os casarios coloniais e suas ruas estreitas e arborizadas que mantém sua história, marcada pela cultura africana. De Alcobaça também é possível fazer o passeio para avistar as baleias jubarte e contemplar as maravilhosas espécies marinhas brasileiras no Parque Nacional Marinho de Abrolhos.


INFORMATIVO

AMIGOS E AMIGAS GESTALEIROS EM FEVEREIRO RETORNAREMOS AOS NOSSOS ESTUDOS, PREPARE A AGENDA.

sábado, 26 de dezembro de 2009

(IN) DISCIPLINA:

FATOR QUE CAUSA DIFICULDADES NO APRENDIZADO DOS ALUNOS DO CENTRO EDUCACIONAL DE ALCOBAÇA

Zenaide Miranda da Rocha Franco[1]

RESUMO

O objetivo deste artigo é focalizar a questão da indisciplina dos alunos do Centro Educacional de Alcobaça e as implicações da mesma no processo ensino-aprendizagem. As informações obtidas no decorrer dos estudos realizados na expectativa de aprimorar conhecimentos sobre a indisciplina escolar. Portanto, faz-se necessário definir o que é indisciplina sob a luz das concepções dos autores Vasconcellos, La Taille e Devries & Zan, este também tem por propósito analisar como a indisciplina interfere no aprendizado dos adolescentes dos anos finais do ensino fundamental da escola CEA. Aponta, ainda, possíveis soluções para a questão da indisciplina na escola por meio de aula dinâmica e respeito mútuo. Esse trabalho proporcionou mais segurança e conhecimento em relação ao tema pesquisado e servirá para a prática no dia-a-dia na sala de aula. Uma vez que sempre se depara com problemas (in) disciplinares no contexto escolar.

Palavras-chave: (In) disciplina. Aluno. Conhecimento.

INTRODUÇÃO

Abordar a indisciplina entre os alunos do Centro Educacional de Alcobaça é ter consciência sobre a qualidade do aprendizado nessa escola, as vertentes abordadas são na perspectiva de partida para adquirir novos conhecimentos, por meio de abordagens interativas no ato educativo. A indisciplina constitui um dos problemas graves que a Escola CEA enfrenta, por isso não pode ser isolada do sintoma que a própria produziu, quer em termos de falta de imposição de limites, conteúdos ou de trabalho em sala de aula. Os aspectos por meio de pesquisa de bibliográfica e de campo por meio de entrevista com alunos e professores.

A escolha pelo tema ocorreu devido à percepção de grande quantidade de professores que reclamam estarem passando por momentos difíceis na sala de aula com alunos (in) disciplinados, que não respeitam, e não são capazes de respeitarem os outros. Alunos transitando pelos corredores da escola sem demonstrar interesse pelo estudo, deixando o nível do aprendizado abaixo do esperado, inquieta, indigna e mexe com o cidadão que vê sua contribuição para a melhoria da educação desabar, todavia a qualidade da educação dos alunos elencados na Escola CEA melhorará a partir do momento que os envolvidos no processo ensino e aprendizagem assumirem o compromisso esperado.

Espera-se das escolas exigência de disciplina para a melhoria no aprendizado tratando de uma escola comprometida com a socialização do saber elaborado na busca da qualidade do ensino preocupada em desenvolver uma aprendizagem sólida e duradoura, em especial com os alunos provenientes das classes trabalhadoras. O levantamento das possibilidades de solução para os constantes atos de indisciplina que acontecem na Escola CEA e para malear as dificuldades nas produções textuais e leituras nos quais os alunos indisciplinados demonstram relutância em aprender, faz parte da abordagem deste artigo.

1 (IN) DISCIPLINA FATOR DE DIFICULDADE NO APRENDIZADO

Atos indisciplinados intencionais e freqüentes prejudicam a moral de uma escola, opõem frontalmente aos propósitos educativos que é a própria razão de ser do estabelecimento, a indisciplina deve ser combatida e eliminada. Os atos de indisciplina praticados pelos alunos do CEA são percebidos como atitude de desrespeito, intolerância e do não cumprimento de regras capazes de orientar a convivência de um grupo. Regras elaboradas para ser obedecidas no cotidiano para a busca de uma produção escolar de qualidade.

Os atos indisciplinados são conseqüências inevitáveis de condições e fatores desfavoráveis que estão atuando sobre o psiquismo dos educandos, ameaçando desintegrar sua personalidade e o desajuste da vida escolar. Importa que os professores encontrem o entendimento sobre os fatores favoráveis a (in) disciplina para eliminar ou atenuar a situação antes de recorrer a sanções ou medidas punitivas drásticas que não funcionam a não ser em via de exclusão.

A qualidade do ensino da Escola CEA é assunto para relevantes discussões, espera-se que os alunos aprendam a ler, produzir e interpretar textos, porém essa realidade é distante das dos alunos elencados nessa escola, fatores favoráveis à indisciplina no CEA são falta de interesse dos discentes e docentes, bem como alunos desmotivados, professores despreparados para trabalhar em meio à situação caótica que os envolvem na árdua tarefa de educar, como nos esclarece La Taille (1994, p.49-50):

...lembrar e fazer lembrar em alto e bom tom, a seus alunos e à sociedade como um todo, que sua finalidade principal é a preparação para o exercício da cidadania. E, para ser cidadão, são necessários sólidos conhecimentos, memória, respeito pelo espaço público, um conjunto mínimo de normas de relações interpessoais, e diálogo franco entre olhares éticos.

Os discentes e os docentes do CEA precisam descobrir qual é o seu verdadeiro papel diante do processo educativo, pois a bagunça prevalece e a educação continua em clima de anarquia. Os alunos do CEA não têm respeito pela figura do professor que era sinônimo de respeito, de promessa de um futuro melhor, agora pela desvalorização do status da profissão professor, juntamente com a quantidade de diplomado sem emprego ou mal remunerado quebrou o encanto da personagem fonte de inspiração, esse desengano contribui com a indisciplina nos quais os alunos questionam o que fazer na escola? Para quê estudar? Esses questionamentos sem resposta desestimulam e levam os alunos a desordem total, portanto cabe a escola traçar metas para voltar o olhar do alunado para o aprendizado como sendo este o início de seu futuro intelectual e social. Em referência à ascensão social Vasconcellos (2006, p.27-28) apregoa que há algumas décadas atrás, tínhamos:

...valorização social da escola enquanto instrumento privilegiado de ascensão social; status, valorização do professor; formação mais consistente; remuneração mais condizente; a escola via o professor como fonte privilegiada de informação; apoio incondicional da família à escola [...] Outro fator para a crise da disciplina na escola e na sala de aula está na queda do mito da ascensão social através da escola. Até alguns anos atrás, a escola não era também um espaço agradável, mas os alunos tinham uma motivação extrínseca ser alguém na vida. Atualmente, com a queda deste mito, fica muito mais difícil para o professor conseguir um comportamento adequado do aluno, ainda que de passividade.

Mediante a desvalorização profissional do professor os jovens não percebem mais a educação como sendo a única fonte de ascensão social, a malandragem fornece mais subsídio de ascensão social, portanto dificulta o trabalho educativo, em contrapartida com o modismo que a educação infelizmente, ainda, insiste em cultuar que são as aulas monótonas no qual o professor usa argumentos ultrapassados e lousa, sendo que fora da escola os jovens têm maturidade e responsabilidade para sair, comprar, divertir e manusear equipamentos tecnológicos que dão margens aos sonhos de ascensão social, a escola não tem nada de novo a oferecer a não ser represália e poda dos sonhos por meio de regras descabidas, desta forma os jovens perdem o encanto e não percebe razão para permanecer na escola.

Em sua maioria os ídolos dos jovens que freqüentam a escola para mudar sua “vida” os famosos jogadores de futebol,os cantores de Pagode, Funk, Hip Hop que mal sabem ler e escrever mais faz o maior sucesso com as mulheres e detém muito dinheiro, como a escola pode competir com esses mitos sem passar por mudanças?

1. 2 O cotidiano escolar: suas regras e normas

Normas propostas para impor a organização do ambiente escolar não são apresentadas, portanto não há motivo para obediência, entre os adolescentes da Escola CEA a regra é não ter regras, interesse por aprender, compromisso a não ser com a bagunça, conforme afirma La Taille (1994, p.79):

...para estabelecer os limites em sala de aula ou na escola, o professor vale-se das regras, que visam contribuir para a organização do ambiente de trabalho, promover a justiça, fomentar a responsabilidade por aquilo que ocorre na classe e o comprometimento de todos com os procedimentos e decisões referentes à sala de aula.

Mediante esta citação percebe-se que a bagunça contribui para o aumento das dificuldades no aprendizado, a melhoria na qualidade da educação acontecerá mediante a elaboração de regras de conduta em conjunto escola e representantes de alunos para diminuir ou eliminar a indisciplina, para que o conhecimento aflore entres os adolescentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Infelizmente as regras vigorantes na Escola CEA são combinados elaborados entre professores e alunos nos quais ambos se beneficiam, ordenando as relações. Esses combinados não são rígidos, estáticos ou pré-estabelecidos, nem privilegiam alguns em detrimento de outros. Com o tempo se algumas regras não estão dando certo ou prejudicando alguns integrantes, o combinado é analisado, revisto e, se necessário, reelaborado. A flexibilidade existente nos combinados ou a adequação às necessidades particulares de cada grupo; a participação ativa dos alunos na elaboração; a regularidade; e o seu cumprimento por parte de todos que o integram, são alguns dos princípios que regem as regras da Escola CEA, mas infelizmente a maioria dos alunos insiste em não cumprir.

Em consonância com Vasconcellos, (2006) as regras estabelecida nos combinados e elaborada em conjunto devem ser assumidas por todos e ficar em local visível e registrada no caderno para ser revista sempre que necessário, pois é deseducativo jogar as responsabilidades e problemas para outrem. As regras, em qualquer situação precisam preservar e propiciar ao sujeito o respeito por si próprio e pelo outro. O professor compreende que as regras contidas nos combinados auxiliam na construção de um lugar de interação, portanto, não deve elaborar normas supérfluas ou descabidas. Devries e Zan (1997, p.130) explicam sobre o envolvimento do educando nas tomadas de decisões:

...o objetivo geral de envolver as crianças em tomadas de decisões e estabelecimento de regras em suas salas de aula é contribuir para uma atmosfera de respeito mútuo nas quais professores e alunos praticam a auto-regulação e a cooperação.

Questionar sobre a coerência das normas, se são justas e necessárias, negociáveis, se foram elaboradas de forma democrática, se fundamenta em princípios, se respeita às características do desenvolvimento infanto-juvenil dos estudantes. A participação dos educandos na elaboração das regras de conduta é uma das formas de cumprimento das mesmas, sendo necessário à mediação do professor para que o aluno não insira normas que não serão obedecidas.

2 (IN) DISCIPLINA OU INSTRUMENTO DE FLAGELAÇÃO NO MEIO EDUCACIONAL

O que mais provoca a indisciplina é a não definição do que é disciplina, o equívoco dos professores é acreditar que qualquer manifestação é indisciplina, se não definem coerentemente o que é indisciplina, como identificá-la, segundo o minidicionário Luft (1998, pp.247-386 a definição a é:

...disciplina é ramo do conhecimento, matéria (ensino); procedimento conveniente ou ordem requerida para o bom funcionamento de uma organização. Regra. Método. Submissão a um regulamento. Instrumento de flagelação usado por frades ou devotos. Indisciplina é a falta de disciplina; desordem; anarquia.

Essa pequena definição dada pelo minidicionário Luft, o mais utilizado na Escola CEA, demonstra o quão é limitada à visão dos professores que questionam a indisciplina dos alunos elencados nesse estabelecimento. A disciplina está ligada ao processo de difusão e assimilação de conhecimentos bem como a efetivação consciente do trabalho escolar, o conhecimento não é adquirido à revelia, mas sobre a observância de certas ordens, sistematicamente organizadas. La Taille (1994, p.77) discorre sobre o conceito da disciplina no todo:

...se entendermos por disciplina comportamentos regidos por um conjunto de normas, a indisciplina poderá se traduzir de duas formas: 1) a revolta contra estas normas; 2) o desconhecimento delas. No primeiro caso, a indisciplina traduz-se por uma forma de desobediência insolente; no segundo, pelo caos dos comportamentos, pela desorganização das relações.

Portanto, disciplina é a capacidade de renunciar a atitudes que somente propiciam satisfações pessoais e prejudica a outros, a disciplina não se cria com medidas, mas com todo conjunto trabalhando harmonicamente com objetivo de melhorar e crescer intelectualmente. La Taille (1998, p.147) afirma que:

...quando o aluno se comunica mesmo que tumultue a aula, não necessariamente é um comportamento totalmente negativo, pois é na sala de aula o lugar onde vai experimentar os valores e crenças de que é feita a sua cultura. Se ele perder o espaço público, perderá também o contato com os outros e certo senso ético: o ato indisciplinado é, enfim, uma força que precisa ser trabalhada a fim de explicar a que veio.

Entre os professores, ainda existi o modismo de que aluno bom e disciplinado é o quietinho que fica no canto da sala e não dá trabalho, infelizmente esses profissionais, ainda, são atuantes da Escola CEA, aluno bom, comprometido com o aprendizado é aquele que questiona, reivindica, compartilha suas dúvidas e seu saber, atrapalha a aula, aprende e permite aos colegas aprenderem por meios de seus questionamentos.

2.1 Sentidos e significados atribuídos à indisciplina escolar

O tema (in) disciplina é abrangente e atual que precisa ser visto sob outra ótica, que não seja a da punição, ao não saber lidar, ela torna um impedimento para a aprendizagem, mas ao tomar consciência de que pode ser controlada ela é utilizada para que o professor consiga sucessos perante seus alunos. A (in) disciplina na sala de aula atrapalha no aprendizado, na atuação do professor gerando assim um grande desconforto. Essas desordens vêm prevalecendo e aumentando nas últimas décadas, a probabilidade de comportamentos ante-social é um indicativo de uma interação de fator ambiental.

Outrossim, Xavier, (1997) defini a indisciplina de um modo geral como ausência ou negação de um comportamento desagradável; a maioria das respostas acusa falta de algo nos alunos com problemas disciplinares: falta de limites, de atenção, de organização do material, de material pessoal, de higiene, de respeito às regras, aos valores, aos colegas a aos professores, portanto deve-se tomar cuidado de não excluir alunos que pareçam desenvolver situações angustiadas em sala de aula sem concreto diagnóstico de sua condição, uma vez que a escola pode ser a última esperança do educando ser aceito na sociedade.

A (in) disciplina pode ser interpretada de forma positiva se vista como contra poder, pois se há ação também energia para a resistência ao poder como afirma Xavier (1997, p.337):

...a (in) disciplina deve ser estudada com preocupações não da (in) disciplina pela (in) disciplina, mas antes como fenômeno perturbador da aprendizagem, como um incidente na fluência da aula e da comunicação professor-aluno ou aluno-aluno, que será tanto mais atenuado quanto mais cedo o problema for percebido pelo professor e antecipadamente superado. A liberdade é a condição essencial para a disciplina ser assumida, não na forma coerciva, mas como autodisciplina. Caso contrário terá de questionar sobre a viabilidade de formar cidadãos autônomos e respeitadores do outro quando, na escola, para alcançar estas finalidades, se recorre a processos coercivos e, até a agressão física.

A (in) disciplina em sala de aula decorre do enfraquecimento do vínculo entre moralidade e sentimento de vergonha, mas quem pode classificar tal termo dentro de uma sala de aula ou de uma escola, na verdade a indisciplina é só uma resposta a uma determinada situação que converge com que o aluno acredita, por isso La Taille (1998, p.271) declara que:

...a (in) disciplina muitas vezes é gerada porque o aluno se sente inferior, por não conseguir agradar o professor no que lhe é proposto. Os educadores se encontram num verdadeiro dilema, só sabem reclamar dos alunos, mas não são capazes de identificar a causa do problema e tentar uma solução. Acabam rotulando os mesmos, por isso cada vez mais está tornando um problema polêmico, onde há uma frustração tanto para os alunos como para a família e para a escola.

O aluno que apresenta comportamentos de (in) disciplina necessita de uma atenção especial do professor, para levantar sua auto-estima ajudando a compreender que é capaz de superar. Portanto, o professor precisa em primeiro lugar conquistá-lo, trabalhar valores morais do indivíduo dando credibilidade de participar e se integrar ao grupo. Um grande elemento de relevância na sala de aula é a integração professor-aluno, na realidade, o professor e o aluno interagem não apenas através da matéria de ensino, e sim pelo respeito de ambas, se comunicando, e procurando entender um ao outro.

A indisciplina escolar pode ser identificada como um comportamento contrário ao desejado. O indivíduo que a cometem submete outras pessoas a passar por desrespeitos, não se limitam a cumprir regras, expõem uma conduta que destrói a integridade moral da sociedade. Mas, nem sempre a indisciplina é dada como uma atitude atroz; pode-se identificar por ser uma forma de reivindicar o abuso de poder exercido por outros indivíduos delimitadamente só é interpretado como (in) disciplinado o aluno que não segue a vontade do professor, sendo assim, nota-se que podem existir motivos impostos pela má atuação do professor com a sua classe.

Segundo LA TAILLE, (1994) A indisciplina não é efeito de certas medidas disciplinares, mas sim de todo o sistema de educação, de todas as circunstâncias da vida, de todas as influências que os alunos estão sujeitos. Nesse sentido, a (in) disciplina não é a causa, não é o método, não é o meio de uma boa educação, mas o seu resultado. Convívio coletivo e os mecanismos de interação requerem certa disciplina. Entendida aqui como um reconhecimento daquilo que é ou não permitido e o porquê disso. Importante é que a criança autônoma esteja a par das justificativas dos porquês dos sins e dos nãos.

A (in) disciplina existe, é fato, em momentos a técnica utilizada pelo professor é ridicularizada ou ignorada por alguns alunos mais rebeldes e, normalmente mais velhos. Mas, isso não impede na crença que com outros os bons resultados sejam alcançados. Basta insistir, do contrário é apenas brincar de educador, se por ventura desistir os alunos desistem. O professor é exemplo, mesmo quando não tem a intenção de ser.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O tratamento da temática indisciplina proporcionou um espaço para que favoreça nas atitudes a serem tomada pelos professores do CEA, na referência a disciplina a escola precisa ser um espaço de cultivo do espírito humanista, tolerância e do espírito de cidadania. O estudo deste tema foi para contribuir com uma aprendizagem de qualidade partindo do pressuposto de que não existe qualidade em um ambiente de indisciplina e agressividade. Faz-se necessário buscar novos caminhos que levem a família, a equipe pedagógica, os professores e os alunos a assumirem o seu verdadeiro papel neste processo.

A (in) disciplina e a agressividade constituem-se um desafio para a escola, pois muitos alunos não respeitam seus professores, e essa atitude prejudica o ensino-aprendizagem. Professores têm dificuldade em estabelecer limites na sala de aula e não sabem até que ponto deve intervir em comportamentos inadequados que ocorrem nos pátios escolares.

Faz-se necessário recuperar a autoridade do professor, o que não significa ser autoritário. A Escola CEA, cuja tarefa é introduzir os alunos nas normas da sociedade, muitas vezes omite. O professor perdeu a autoridade inerente a sua função. Quanto maior a perda, mais anárquica torna-se a aula. Faz-se essencial aos agentes da educação saber estabelecer limites e valorizar a disciplina, e, portanto faz-se necessário à presença de uma autoridade saudável.

Tendo em vista as dificuldades de aprendizagem causadas pela indisciplina e agressividade o tema foi desenvolvido visando entender qual a relação entre aprendizagem e indisciplina em sala de aula, pois toda indisciplina é gesto de desinteresse e todo desinteresse se encarcera quando não existe significação na aula. E nenhuma aula é realmente significativa, quando não existe busca para a consciência da aprendizagem.

Todavia a escola CEA, enquanto escola excludente que é jamais conseguirá dirimir o problema educacional pela qual perpassa enquanto não realizar uma mudança drástica no quadro profissional de gestor a pessoal de apoio de limpeza. O ambiente educacional precisa ser acolhedor e propício para a aprendizagem com um ambiente mediador com profissionais qualificados e dedicados ao seu trabalho de educar.

4 REFERêNCIAS BIBLIOGRáFICAs

DEVRIES, Rheta; ZAN, Betty. A ética na educação infantil: o ambiente sócio-moral na escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

LA TAILLE, Yves de; J.J.M.R. Prefácio à edição brasileira. In Jean Piaget. O juízo moral na criança. São Paulo: Summus, 1994.

_______ Limites: Três dimensões educacionais. São Paulo: Ática, 1998.

LUFT, Celso Pedro. Minidicionário Luft. 15. ed.São Paulo: Ática. 1998.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. (In) Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. 16. ed. São Paulo: Libertad, 2006(cadernos pedagógicos do libertad).

XAVIER, Maria Luisa Merino de Freitas; RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Um estudo sobre estrutura organizacional, planejamento pedagógico e disciplina escolar - em busca de possíveis soluções para o fracasso escolar. In: ABRAMOWICZ, Anete; MOLL, Jaqueline (orgs). Para além do fracasso escolar. Campinas: São Paulo, Papirus, 1997.



[1] Aluna do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Língua Portuguesa; Especialista em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade do Noroeste de Minas (FINOM); Graduada em Pedagogia pelo Instituto Superior de Educação do Sul da Bahia (ISESB) e Faculdade do Sul da Bahia (FASB), atuante como professora de língua portuguesa nos anos 6º e 7º da rede pública de educação de Alcobaça na Escola Centro Educacional de Alcobaça - CEA.

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